Muito sonho para pouca linha

  Ia começar a escrever sobre como eu gostei do novo clipe do Paramore, para a minha música favorita deles, desde que eu ouvi a Leli e a Guiga cantando: The Only Exception. Muita gente não gostou, esperava mais, mas eu achei fofinho e nunca vi a Hayley tão ‘arrumada’ quanto nele. Aliás, música tem sido o meu ‘botão de escape’, pra fugir de tudo. Eu fecho a porta do quarto, ligo o violão na caixa, porque assim o som sai mais bonito,  e eu consigo ouvir as cordas rangindo. Ligo a câmera e gravo, por diversão, alguma música que me vem na cabeça, e às vezes, no final de uma delas, eu começo a falar como se fosse mandar o video para alguém, converso e dou risada. 
  Escrevi duas músicas semana passada, mas o que me dá ódio é que sempre que eu termino de tocar, eu penso ‘nossa, está igualzinha a tal música que já existe’, então eu pego a folha, amasso e coloco no lixo. Se bem que algumas letras não ficaram tão toscas quanto se espera quando vem de mim. Hoje, ao invés de video, eu gravei em mp3 ‘Stop crying your out’, do Oasis. Fiz até voz de fundo, errei no final, mas achei que ficou bonitinha. É, parece que existe uma música para cada pessoa, um verso pra cada momento, e esse é o maior motivo de música ser o meu jeito de fugir das coisas, de me deixar mais aliviada quanto à decisões que eu tenho que tomar, ou quanto à discussões.
   Ontem descobri que a pior coisa ao se discutir, é você não ter uma opinião sobre o assunto, não saber o que defender. É como ir do nada ao lugar nenhum: inútil. E causa estresse, se não fosse por isso, não estaria com um buraco na parte de dentro do meu lábio, costumo morder ele quando estou nervosa. 
Junto com essas tardes de música apenas, eu depois de umas conversas com a Ty, me peguei pensando sobre o meu futuro. Digo, sobre o que eu quero ser, sobre a minha vida. Se eu parar pra pensar, ano que vem eu estou formada e…isso é totalmente assustador! Primeiro porque eu não sei que curso escolher. Segundo, que eu não quero me tornar uma adulta, porque adultos são pessoas chatas. Lembro das cartas que eu escrevia quando me mudei pra longe do meu irmão, em todas, eu dizia à ele pra não ‘crescer’. Nunca as entreguei mesmo. Adulto chato, na minha opinião é aquele que tem sua rotina monótona, vai aos mesmos lugares, ouve as mesmas coisas, pensa do mesmo jeito de quando deixou de ser um adolescente e não permite idéias novas. Se você ainda pensa ‘eu vou ser a melhor mãe do mundo, vou deixar meu filho sair e se divertir’ é porque você ainda não é um adulto chato, porque adultos não pensam assim, acredite. Adultos chatos se acham superiores e riem com ar de deboche das pessoas sonhadoras. Pobres coitados, tenho pena deles e de seus mundinhos.
   Eu não, eu vou demorar o máximo de tempo pra chegar nesse estágio pavoroso da vida, e quando chegar, eu vou ser uma ‘adulta legal’ . É, eu ainda vou ver desenhos animados na TV, escrever em blogs, jogar jogos de tabuleiro, comer sucrilhos coloridos… E um dia, uma dia eu quero uma casa ‘aconchegante’. Não, aconchegante parece coisa de velhinho, eu quero uma casa toda colorida, cheia de plantinhas, bilhetinhos espalhados com recados à mim mesma, e nos domingos de manhã, eu vou ligar o som enquanto eu preparo o almoço. Passar a madrugada escrevendo e comendo sorvete no pote. Amigos que me visitem, que passem o dia comigo, preparando ice caseira e falando bobagem .E um dia eu quero ter companhia, alguém que assista filmes comigo no sábado de tarde, que cante comigo enquanto me ensina a cozinhar, que diga que ‘vai ficar tudo bem’, quando eu tiver saudade. Um dia eu vou querer uma companhia que aceite sair assim e ir sem rumo, pra qualquer lugar e voltar só no outro dia. Alguém que não ligue para as minhas manias, e que me olhe de manhã com um sorriso bobo no rosto. Eu vou querer ter um emprego legal, e trabalhar escrevendo ou fazendo coisas com a qual eu possa parar e pensar ‘nossa, fui feita pra isso!’. Todo mundo quer alguma coisa, e eu nunca tinha parado pra pensar antes no que eu queria. Eu quero só a minha casa coloridinha, quero tocar violão e ter alguém pra assoviar ao fundo e completar a música, e a mim, de uma forma perfeita.

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