‘Oh, que saudades que tenho…’

   Estava começando a escrever um post agora há pouco e me lembrei de algo que estudávamos em literatura faz algumas semanas. Como é comum, como é um hábito nosso (ou meu?) pintarmos a imagem de passado perfeito, ‘eu era feliz e não sabia’. Se não me engano, isso é coisa de Casimiro de Abreu (tenho anotado, há!) mas vamos relevar, não estou aqui pra escrever texto culto nem coisa parecida. Quando alguém fala em infância por exempo, oito de dez (segundo as minhas pesquisas, cof cof) pessoas largam um suspiro e dizem sentir saudade dos ‘bons tempos’.
   Na verdade, cresci com a minha mãe dizendo como era bom ser criança, como ela sente falta, blá blá blá. Sim, lindo, mas ninguém lembra nessas horas que a gente não podia sair, tinha que aturar chantagens e birras de irmãos mais novos, etc. Mas o pior é que eu faço isso, e não só com infância, eu fico remoendo passado de dois anos atrás, de dois meses atrás. Mania que tenho que largar definitivamente, ou talvez não. Será que é bom gravar diálogos, capturar imagens e ficar reconstituíndo ‘cenas’ na própria cabeça?
   Não sei, sei que eu me irrito comigo mesma, hipervalorizando as coisas que já foram. Mas se bem que as justificativas para isso não são ruins. O que fazer quando o teu futuro te dá medo, teu presente te aflinge e teu passado te conforta? É uma questão de escolha inteligente. Estou começando a dar um desconto aos escritores brasileiros, de todo mal eles não eram. (:

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