Uma hora.

Meia hora. Quinze minutos. Dez. Só mais cinco. É impossível escrever com a pressão do relógio sobre mim. Sinto às vezes que desperdiço tempo, passar as tardes dormindo. Passar as noites dormindo. Passar as manhãs dormindo. Talvez seja preferência, seja fuga. Eu durmo, tenho sonhos turbulentos e me envolvo por completa neles, então acordo e não resta nem um resquício da história, não resta nada além do tempo esgotando-se. As coisas tristes poderiam ser como sonhos também, não é? Fecharíamos os olhos e segundos depois restariam apenas alguns flash-backs. Mas talvez não sejam, pra nos servir de lembrete. Um erro, uma fitinha colorida amarrada na ponta dos dedos, assim como se faz com as promessas. Eu já teria uma infinidade delas, de todas as cores, já não teria mão para todas. Mas a minha memória é fraca, logo esqueceria do erro que cada uma representaria e então o cometeria de novo. E de novo. E assim é. E assim será sendo, porque errar é uma tentação incontrolável, algo mais forte.

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