It turns out freedom ain’t nothing but missin’ you

 
Os dias tem sido muito bons, muito melhores do que eu achei que seriam, mas não menos difíceis. Eu deveria parar de achar que os outros são mais capazes do que eu para tomarem decisões na minha própria vida. Eu tenho que parar de fazer porque ‘todo mundo acha que eu devo’ e não fazer ‘porque, por favor né, Luísa…’. No fim das contas quem vai viver sou eu e nada mais justo do que ser eu a escolher o que fazer. Eu deveria parar de me encher desse orgulho idiota, porque em toda a minha vida ele nunca se mostrou mais útil do que para afastar as pessoas. Já viu gente orgulhosa junto? É um silêncio. Porque ninguém quer dar o braço a torcer, ninguém quer assumir suas vontades com medo de ‘sair perdendo’, ninguém quer assumir que quer viver. E acaba assim mesmo, não vivendo. 
  Aposto que agora, qualquer amigo meu me condenaria se pudesse ler tudo o que eu escrevo todos os dias. Assim como a minha razão me condena. Pra eles é fácil me mandar esquecer alguém, difícil é dizer isso pro meu coração. A parte não orgulhosa de mim está quase implorando para que eu corra atrás, não deixe que as coisas morram por um simples sentimento de superioridade. E talvez porque ela saiba que ninguém é tão dependente de ninguém assim. Por mais que as pessoas errem de vez em quando, elas mesmas acabam se perdoando alguma hora. Elas mesmas seguem em frente sem arrependimentos. Quem fica para trás é o idiota orgulhoso, que remoeu todas as suas dores, máguas e chifres antes de dormir, que mordeu as próprias bochechas de tanta raiva, que chorou na frente de todos.  Vai ficando para trás e servirá somente como um bom assunto para a fofoca dos desocupados da esquina (ou Formspring, olha como estão os dias de hoje…).
  Talvez essa parte não orgulhosa saiba que ele acabará ficando bem sem mim, mas que eu não ficarei bem sem ele. Eu sinto uma saudade sem tamanho, e que dói ainda mais quando o meu orgulho e todos à minha volta me reprimem. 
  Espero que quando eu vá embora de uma vez, todo esse dilema dentro de mim se resolva. É complicado seguir em frente, não me sinto mal por ter tentado (e estar tentando), mas é complicado. Passar por todos os lugares que a gente passava antes, e rir das mesmas coisas e fazer as mesmas caras…isso me faz tanta falta. Eu já estava tão acostumada a ser feliz, que o fim de tudo foi como acordar abruptamente de um sonho, onde mesmo que você deite novamente, faça de tudo ao seu alcance, você não consegue voltar para ele.
  Eu me sinto sendo esquecida. Então minha parte não orgulhosa grita e me manda correr atrás. Minha parte orgulhosa me serve uma bebida, manda meu coração calar a boca e me diz pra ir viver a minha vida. Eu sinceramente não sei o que valhe mais à pena. Mas no momento eu estou fazendo qualquer escolha, por mais errada que ela pareça, por mais ‘contra as regras da sociedade’, estou fazendo qualquer escolha que me faça ser feliz novamente.

Nota: eu não sei se deveria ter deletado meus dois últimos posts, não sei porque fiz isso. Mas se for pra falar de vaca gorda e loira, e como eu mataria ela, eu falo outra hora. E como o último era muito pessoal, achei melhor não ficar ‘expondo’ (foda-se hahah).

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