Daí eu resolvi tirar tudo o que me fazia mal. Se eu não gostava, eu não fazia. Se eu não queria me decepcionar, eu não olhava. Passei a deixar invisível quem eu não gostava. Passei a fazer o que me deixava bem. Parei com as ideologias boa moça para agradar os outros e passei a evitar a falsa simpatia. Uma autossuficiência jamais vista. Arranquei todas aquelas fotos, aquele monte de versões que eram tudo, menos eu.

Porque na teoria, recomeçar é isso. E tudo o que eu queria desde que eu errei, era a estaca zero mais próxima. Eu queria esconder o que eu havia me tornado simplesmente porque os outros não gostavam. E então eu finalmente recomecei.

Recomecei e tive certeza de que prática e teoria estão bem distantes. Não se pode fazer só o que gosta. Não se pode evitar todas as decepções. Por mais que ignoremos as pessoas que não gostamos, elas continuam ao redor, fazendo o que fazem de melhor: sendo odiadas – e sabendo – e gostando. Descobri que mudar não é de todo o mal, quando fazemos isso por nós mesmos. Que recomeçar não é apagar tudo o que já se viveu. E, principalmente, descobri que ser sozinha não é ruim, só não é suficiente.

Eu não esqueci. Eu me ajustei. Isso deve ser recomeçar. (:

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