Olha só, veja você.*

Porque eu queria ser o tipo de pessoa que apareceria na porta da tua casa de repente. Que te ligaria e te perdoaria. Que correria e te abraçaria um abraço apertado. Que deixaria tuas costas arranhadas, e teu olhar surpreso. Que te faria descansar no meu peito e não querer ir embora. Que não te deixaria ir. Mas eu não sou. Eu não ligo, não corro, não abraço, não te toco. Sorrio de longe. Como se sorrir nessas circunstâncias fosse normal. Isso dói uma dor inimaginável, rasga, esfola. E o que me mata é essa tua indiferença. Porque de nada adianta ser moralmente correta e infeliz. É que tá difícil parar de associar a solidão com o fracasso, toda tentativa de fazer alguém permanecer na minha vida é falha. Olha só, veja você.

*escrito em setembro de 2011.

Tô postando coisas aleatórias salvas aqui só pra atualizar, gente (:

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