This could really be a good life

Incrível é eu estar de tpm e ao mesmo tempo tão otimista – quando eu não tenho motivos para estar. Tem sempre aqueles que acham que ano novo é só uma invenção, o dia primeiro de janeiro é apenas mais um dia após o 31, etc. Eu não acho. Ok, a real é que é mesmo, mas o propósito (nem que seja um deles apenas) é esse, e é isso que algumas pessoas não entendem.

Todo mundo quer e todo mundo precisa de recomeços. Já viu alguém começar dieta em quarta-feira? Difícil, a segunda-feira é sempre a preferida, início da semana. Isso não significa que a dieta vai progredir ou surtir algum efeito, mas não deixa de ser uma tentativa, assim como as resoluções de começo de ano. Não, não é necessário um novo ano para mudar o que queremos, mas não dá pra negar que é muito mais estimulante – e mais fácil, diga-se de passagem – recomeçar quando todos em volta também desejam o mesmo.

Acredito que todos nós precisamos do início, mas que fundamental mesmo é o final, por uma questão mais psicológica do que qualquer outra, acho. Você começa algo, estabele metas, desejos, o que for, e sabe que em caso de falha ou acidente de percurso dá pra tentar de novo sim. Começar um novo ano é tirar o pó das coisas velhas, jogar fora o que não nos serve mais, repensar e tentar melhorar, mudar. Um baita velho clichê, não? Relembrado em todo reveillon mas e-da-í?

Faz tempo que não faço listinha ou planejo alguma coisa, mas a palavra de 2012 (ok, uma delas) é livrar. Me livrar. De hábitos ruins e preguiçosos, de pessoas e suas opiniões não requisitadas, de quem critica minhas atitudes enquanto se afoga na própria hipocrisia. Espero que meu pai venha pra casa, que as boas amizades do colégio sejam mantidas e que eu tenha paz, ah sim, paz. 2012 será um bom ano, tenho fé.

 

Devir é um conceito filosófico que qualifica a mudança constante, a perenidade de algo ou alguém. Surgiu primeiro em Heráclito e em seus seguidores; o devir é exemplificado pelas águas de um rio, “que continua o mesmo, a despeito de suas águas continuamente mudarem.” Devir é o desejo de tornar-se. […] "O mesmo homem não pode atravessar o mesmo rio, porque o homem de ontem não é o mesmo homem, nem o rio de ontem é o mesmo do hoje". O devir é a lei do mundo. Os fenômenos se repetem, é verdade, mas não se repete o mesmo fenômeno: o raio de hoje é sempre um raio, mas não é aquele de ontem; os seres viventes são sempre classificáveis em espécies, mas os seres que vivem hoje não são mais aqueles do passado. Aliás, cada coisa jamais é a mesma; dia a dia perde e conquista algo mesmo quando aos nossos olhos desapareceu para sempre…                            
(via Wikipédia)

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