Something about the way


isolation

Não é mais um buraco no estômago, não é mais um buraco no peito…é um buraco na vida mesmo. E ele incomoda. E ele dói.  Feito das minhas frustrações, mentiras, do meu egoísmo, das minhas atitudes impensadas, hipócritas, de todo esse meu lado podre. A profundidade é diretamente proporcional a quão ruim a situação está… e ultimamente está bem fundo. Pode soar como uma crise adolescente ‘ninguém me ama ninguém me quer’, ‘o mundo é terrível’ e outras variações… mas não é. É horrível a sensação que toma conta de mim quando eu faço as coisas sabendo que é errado, condenável. Me seguro num argumento qualquer pra me assegurar de que estou certa, pra manter uma paz interna, sabe? Aparentemente funciona, mas a realidade é que eu só cavei um pouquinho mais fundo. Essas ondas de tristeza eram menos frequentes, eu não me importava muito porque elas sempre iam embora uma hora ou outra. É como dizem, ‘felicidade é uma coisa que vai e vem’. Mas agora eu estou assustada como nunca, de verdade. Tenho medo de que isso não passe dessa vez, que eu me afaste e me isole cada vez mais, que me torne vazia. Não tem coisa mais triste do que gente sem vontade de viver. Eu queria ser como aquelas pessoas de fé nessas horas, acho incrível como elas conseguem se segurar em suas crenças. Eu queria me segurar em qualquer coisa…

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